Indústrias criativas
Responsável por milhares de empregos e boa parcela do PIB, a produção cultural brasileira ganha um centro para discutir como viabilizá-la economicamente. Clique aqui e leia a entrevista com a consultora Anna Jaguaribe e entenda qual a diferença entre indústria criativa e o velho conceito de indústria cultural. A forma de produzir e circular cultura se modificou. A clássica discussão sobre se estamos ou não comercializando produtos culturais está deslocada. A economia criativa, cada vez mais em expansão, parte do pressuposto que existe uma circulação de bens e serviços simbólicos. O que interessa saber é como isso se produz e como pode ser usado para modificar um cenário de crescente oligopolização, não só da circulação e do controle sobre a distribuição, mas, também do controle sobre a informação. Esta é a proposta do Centro Internacional da Economia Criativa (CIEC). Na última sexta-feira, dia 17, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, visitou a futura sede do CIEC, que funcionará no espaço cedido pelo Governo do Estado da Bahia, localizado no prédio da Unesco, no Centro Histórico do Pelourinho, em Salvador. A previsão é que até junho deste ano o centro esteja instalado, promovendo estratégias para o fortalecimento da economia da cultura no processo de desenvolvimento dos países emergentes, como o Brasil e demais países do Hemisfério Sul.
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