O marketing do livro
Qual a influência do marketing editorial sobre a escolha do leitor médio? Atualmente, “ouvir falar” é muito mais critério de valor do que o bom julgamento que o livro recebe. Na última década, o mercado editorial passou por uma transformação radical no modo de vender os livros. Ele aumentou a verba de publicidade, entregou a divulgação a profissionais especializados e descobriu o marketing agressivo. Já não é suficiente ter o livro resenhado por um caderno especializado, é indispensável “criar o fato”. Se o autor é novo, é necessário que haja um gancho extraliterário para que ele consiga espaço na imprensa. Se já é conhecido, fica um pouco mais fácil. Se faz parte do seleto grupo que circula pela lista de mais vendidos, é um prato cheio. Não só a imprensa corre atrás para não perder “o fato” como libera espaço considerável para entrevistas, perfis, noite de autógrafos, ‘previsões’ de quanto o autor teria recebido de adiantamento etc. etc. Resultado? Um leitor convencido de que se não ler i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e aquele livro do qual “todo mundo está falando”, não estará atualizado.
Diante desse quadro, as resenhas podem até não ser tão favoráveis. Mas, quem se importa? É o livro do FULANO.
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