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A verdadeira bossa negra de Elza Soares

09 de outubro de 2003
1 min de leitura

Era uma lacuna, uma das muitas, deixada pela indústria fonográfica. Os discos de Elza Soares, os primeiros, os melhores, jamais chegaram, ou chegaram desordenadamente, picotados em coletâneas tolas, à idade digital. Menos uma falha: a EMI acaba de lançar a caixa Negra, que abriga o que há de verdade de importante na discografia dela.

São 12 CDs. Os primeiros 11 contêm, no formato dois em um, os 22 discos gravados por Elza entre 1960, quando estreou, e 1988. O 12.º CD, que recebeu o título de Sambas e Mais Sambas, Volume 2, tem faixas editadas antes apenas em compactos (aqueles disquinhos de 33 rotações, do tempo em que os discos eram gravados dos dois lados, que tinham no máximo duas faixas de cada lado) ou como participação dela em projetos especiais. Raridades de fato.

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