Quando a escola vira feira
Este ano, graças ao sucesso das feiras anteriores – que atraíram até 10 mil pessoas -, a direção do Dante Alighieri decidiu abrir a 8ª Feira do Livro Infantil do colégio ao público. “A literatura infantil está em alta, mesmo entre os adultos. Vendemos muito no ano passado e, este ano, expusemos seis mil títulos”, explica Marilda Mitsui, bibliotecária responsável. A prova disso foi o êxito, em abril, da última feira do livro do Colégio Miguel de Cervantes, há 20 anos uma tradição na cidade de São Paulo. O evento atraiu mais de 40 mil pessoas e teve convidados como Luis Fernando Verissimo, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar e outros. Promover feiras de livros virou um negócio lucrativo para editoras e organizadores. A Casa de Livros, por exemplo, uma pequena livraria de bairro, cresceu significativamente após se tornar responsável pela organização de 160 feiras só na capital paulista. A empresa atualmente é dividida em livraria, distribuidora e organizadora de eventos. Ainda vão acontecer mais de 100 feiras em colégios paulistanos até o final do ano.
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