Os ônibus-bibliotecas de São Paulo
Os ônibus-biblioteca, que a Prefeitura de São Paulo mantém na ativa em bairros da periferia, surgiram na época das românticas jardineiras do início dos anos 30. Quando a 2ª Guerra Mundial explodiu, gasolina passou a ter peso de ouro e eles saíram das ruas. Seriam vistos novamente só em 1970 em regiões afastadas dos grandes centros.
Os carros chegam lotados com 2,5 mil títulos cada um. Sempre há uma fila, na maioria das vezes de crianças, que se forma em segundos. “A procura é impressionante. Sentimos que são pessoas que não vão normalmente a bibliotecas, mas que se interessam muito pelos livros”, comenta Elisa Machado, diretora do Departamento de Bibliotecas Públicas e Infanto-Juvenis de São Paulo. Ao mesmo tempo em que percebe sua eficiência, Elisa concorda que os dois ônibus que o governo mantém são insuficientes. “Queremos investir mais. A partir do dia 14 de abril, serão quatro.”
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