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Livro na escola não basta para formar leitores

“Em muitas escolas os livros ficam guardados em armários, em salas de leituras ou são poupados pelos professores. Isso dificulta o acesso para os estudantes. As escolas também estão muito atreladas aos conteúdos programáticos. Uma rotina escolar deveria ter rodas de leituras de jornais, leitura de textos literários e leitura dedicada aos projetos didáticos”, disse a diretora de projetos especiais da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e uma das coordenadoras do projeto Ler e Escrever, da Secretária da Educação do Estado de São Paulo, Claudia Arantangy. Ela participou do debate “Livros na escola: basta para formar leitores?”, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para modificar tal realidade, Claudia disse que o mais importante é mudar as rotinas das escolas, aproximando o aluno e o professor. “O contato com a leitura deve ser diário, o professor deve ficar atento. Precisamos dedicar mais tempo para a leitura dentro das instituições, sempre utilizando uma diversidade de gêneros textuais, para estimular o gosto e o prazer em ler”.

21 agosto 2008

Obra cinematográfica não deve ser comparada à obra literária

O Guarani, Iracema, Vidas Secas, Macunaíma, Memórias Póstumas, A cartomante, O Cheiro do ralo, Nome próprio. São inúmeros os títulos de obras literárias brasileiras que foram adaptados para o cinema. Apesar do discurso cinematográfico derivar do discurso narrativo, os especialistas presentes na 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ressaltaram que o cinema e a literatura têm duas linguagens distintas, portanto são diferentes e não devem ser comparadas. “É muito comum as pessoas reclamarem que a obra cinematográfica deixou a desejar do livro original”, comentou Mariarosário Fabris, mestre em Artes pela Universidade de São Paulo (USP), que estava presente na mesa “Escrever para o cinema”, na última segunda-feira, dia 18. Para Mariarosário, o que as pessoas não percebem é que cinema e literatura são artes diferentes, com visões e objetivos distintos e cada uma possui uma linguagem própria.

20 agosto 2008

Editoras investem em livros digitais de forma tímida

Na 20ª Bienal do Livro de São Paulo, que termina no próximo domingo, as editoras ainda se mostram tímidas para oferecer obras em formato digital - tanto em texto quanto em áudio. As poucas empresas que começaram a pisar neste terreno são, em sua maioria, especializadas em assuntos técnicos e estão oferecendo somente cerca de dez obras. Daniel Pinski, diretor comercial da editora Contexto, avalia que "a maior aceitação se dá aos livros técnicos e universitários". "Eles têm vantagens em relação ao impresso, como o peso e, eventualmente, o custo, porque você não tem o papel, nem a gráfica. Além disso, eles oferecem recurso de busca, que facilita a leitura nesses casos". Em geral, livros desse tipo custam muito menos que um livro normal - na Bienal, estão sendo oferecido por entre R$ 10 e R$ 20. A Lex Editora, com livros especializados em legislação, tem dez obras digitalizadas e oferece uma assinatura anual para acesso livre a esse conteúdo.

20 agosto 2008

Saramago critica acordo de unificação da língua portuguesa

Em entrevista coletiva concedida em Lisboa, o escritor português José Saramago se mostrou crítico ao acordo de unificação ortográfica que Portugal, Brasil e outros países lusófosos desejam implantar. O escritor disse que o acordo mudaria a cara da língua portuguesa. No entanto, Saramago afirmou que permaneceria escrevendo as suas obras sem incorporar as mudanças de grafia previstas. A entrevista marcou o retorno do escritor a Portugal, que se mostrou recuperado dos graves problemas de saúde que enfrentou em 2007.

22 abril 2008

Publicado dicionário de personagens de Saramago

Uma universidade do centro da Argentina publicou um dicionário de personagens saramaguianos, o primeiro estudo sistemático realizado no país sobre a produção literária do autor português José Saramago, informou nesta terça-feira a Fundação Santillana, uma das entidades comprometidas com a publicação. O dicionário foi elaborado pela Equipe Saramaguiana de Pesquisa em Teoria e Crítica Literária, pertencente à Universidade Católica de Córdoba. A obra não tem valor comercial e está disponível tanto em bibliotecas públicas como nas cadeiras universitárias de literatura de todo o país. Os estudiosos argentinos da obra de Saramago pretendem "salvar o vazio institucional" sobre o autor de O Evangelho segundo Jesus Cristo e gerar "a construção de um saber coletivo em direção a uma zona de conhecimento que se aproxima de uma arqueologia do discurso saramaguiano".

8 abril 2008

Escritor belga Hugo Claus morre aos 78 anos

O escritor belga Hugo Claus faleceu nesta quarta-feira em um hospital na Antuérpia, aos 78 anos, após haver solicitado a aplicação da eutanásia, segundo anunciou seu editor, citado pela agência Belga. Claus sofria do Mal de Alzheimer. O romancista, poeta, dramaturgo e cineasta foi indicado em várias ocasiões candidato ao prêmio Nobel e em 1998 foi agraciado com o Grande Prêmio de Literatura da Comissão Européia. O autor é conhecido internacionalmente desde que publicou em 1983 o romance The Sorrow of Belgium, na qual relata o destino da família Seynaeve na localidade flamenga de Walle durante a Segunda Guerra Mundial.

19 março 2008

Herdeiros de Ian Fleming criticam polêmico livro sobre James Bond

Os herdeiros de Ian Fleming, o criador de James Bond, forçaram à modificação de um livro sobre o famoso agente 007 que aborda um polêmico caso legal de plágio que afetou o escritor britânico, publica hoje o jornal "The Sunday Times". A obra em questão é The battle for Bond, do autor Robert Sellers, e conta como o célebre espião passou de ser o personagem impiedoso e misógino criado por Fleming em seu primeiro romance, Cassino Royale (1953), a um adorável mulherengo que se tornou comercialmente mais rentável. A mudança de personalidade começou a ser notada no nono livro do autor sobre o agente secreto, 007 Contra a chantagem atômica, que nasceu imerso na polêmica.

9 março 2008

Impasse em acordo ortográfico ficou caricato, diz Saramago

O escritor português José Saramago avaliou, nesta terça-feira (26/02), que a situação em torno do acordo ortográfico se tornou "caricata" e que é preciso cumprir o que foi assinado. "Estiveram à mesa das negociações, discutiu-se o problema, chegou-se a um acordo e assinou-se. E depois não se cumpre, como em outras coisas no nosso país", afirmou o escritor português. "O acordo existe e passou por umas quantas cabeças de um lado e de outro. Se for preciso, sentem-se outra vez à mesa, puxem as esferográficas e avancem, que isto já se está a tornar caricato", observou.

26 fevereiro 2008

Desejo & Reparação é convite para ler mais Ian McEwan

Ele é um dos maiores nomes da literatura britânica e sua obra vem sendo lançada no Brasil há mais de uma década. Ainda assim, um novo público de leitores veio conhecer Ian McEwan - Reparação (Companhia das Letras, 448 pp., R$ 56,50 - trad. Paulo Henriques Britto) - graças à bem-sucedida adaptação cinematográfica "Desejo e Reparação". O filme, com Keira Knightley, James McAvoy e Vanessa Redgrave, ganhou o Globo de Ouro, recebeu 14 indicações e dois prêmios Bafta e concorre, no próximo domingo (24/02), a sete Oscar. Autor de dez romances, vários já transpostos para o cinema (nenhum com tamanho sucesso), McEwan estreou com duas coletâneas de contos, em 1976 e 1978. A edição brasileira uniu ambas em Primeiro amor, Último sacramento & Entre lençóis (Rocco, 312 pp., R$ 31 - Trad. Roberto Grey).

22 fevereiro 2008

Bancas sem os quadrinhos da Editora Globo

Neste mês de fevereiro não haverá HQs da Editora Globo nas bancas. A decisão da editora foi de não utilizar mais este canal de venda para focar a venda dos produtos nas livrarias. Em entrevista ao site Universo HQ, a diretora da Unidade de Negócios Infantis da Editora Globo, Lucia Machado, afirmou que a decisão é econômica, financeira e de mercado. Segundo ela, a saída temporária das bancas é por que a empresa está descontente com a distribuição, além dos trabalhos de visibilidade e marketing não serem feitos. Há também a intenção de diminuir o preço dos livros infantis da Globo. A Editora Globo continuará publicando quadrinhos, mas a aposta da empresa são os produtos em formato de livro vendidos para o consumidor comum em bibliotecas, escolas, empresas e para o Governo.

18 fevereiro 2008