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Jornal da Tarde

O mundo em alerta para novo atentado

É inevitável. Depois dos atentados terroristas às Torres Gêmeas, ocorrido em 2001, em Nova York, o dia 11 de setembro entrou para a história como uma data fúnebre. Para quebrar esse estigma, ativistas cibernéticos estão propondo uma homenagem inédita no dia que marca os dois anos da tragédia: um 'atentado poético'. A intenção é que na próxima quinta-feira cada pessoa leve às ruas um exemplar de um livro e abandone-o em qualquer lugar público para que um leitor anônimo o encontre e leve-o para a casa, formando, assim, uma espécie de rede de troca literária. A idéia começou a ser divulgada na França, pela internet, e acabou chegando também aos computadores brasileiros.

7 setembro 2003

Cadê aquele livro?

A biblioteca da Academia Paulista de Letras tem 90 mil livros e 10 mil revistas. Só que o acervo ainda é um desafio para quem precisa de uma pesquisa. O trabalho de informatização começou há apenas quatro meses. Já foram cadastrados 20 mil exemplares. A cada dia, as quatro bibliotecárias catalogam 320 novos livros. Se continuarem nesse ritmo, o serviço estará terminado em um ano e meio. Para realizar esse sonho, o atual presidente da entidade, Erwin Theodor, contou com a ajuda do empresário Antônio Ermírio de Moraes, dono da Votorantim. Ele financiou a compra de oito computadores e contratou a empresa que cadastra todos os livros.

6 setembro 2003

Bono Vox ilustra livro infantil

O músico Bono Vox decidiu seguir os passos da popstar Madonna, que já anunciou o lançamento mundial de um livro para crianças. De olho nesse mercado, o vocalista da banda U2 acaba de fazer ilustrações para a nova versão de Pedro e o Lobo, o clássico conto musical do compositor russo Sergey Prokofiev.

1 setembro 2003

Quem é… o Messias do Sebo do Messias?

Messias Antônio saiu de Minas Gerais em 1963, com 22 anos, à procura de oportunidades na capital paulistana. Começou como garçom e depois montou um restaurante, que não deu certo. Foi aí que ele começou a vender livros de porta em porta. Ele procurava exemplares em sebos para atender aos pedidos da clientela. Depois de fazer uma certa economia, Messias comprou uma biblioteca inteira, que teve que ser guardada na garagem de um cunhado. Com muito esforço, foi comprando outra, mais outra e mais outra. Hoje, Messias tem quatro lojas em São Paulo que oferecem cerca de 150 mil títulos nacionais e importados, que não são encontrados nas livrarias convencionais.

30 agosto 2003

Quando a escola vira feira

Este ano, graças ao sucesso das feiras anteriores - que atraíram até 10 mil pessoas -, a direção do Dante Alighieri decidiu abrir a 8ª Feira do Livro Infantil do colégio ao público. "A literatura infantil está em alta, mesmo entre os adultos. Vendemos muito no ano passado e, este ano, expusemos seis mil títulos", explica Marilda Mitsui, bibliotecária responsável. A prova disso foi o êxito, em abril, da última feira do livro do Colégio Miguel de Cervantes, há 20 anos uma tradição na cidade de São Paulo. O evento atraiu mais de 40 mil pessoas e teve convidados como Luis Fernando Verissimo, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar e outros. Promover feiras de livros virou um negócio lucrativo para editoras e organizadores. A Casa de Livros, por exemplo, uma pequena livraria de bairro, cresceu significativamente após se tornar responsável pela organização de 160 feiras só na capital paulista. A empresa atualmente é dividida em livraria, distribuidora e organizadora de eventos. Ainda vão acontecer mais de 100 feiras em colégios paulistanos até o final do ano.

23 agosto 2003

Uma boa desculpa para beber mais um pouco

"Beber bem e bater papo são duas artes com grandes afinidades entre si. E o melhor lugar para exercitá-las é no botequim. Até na Santa Ceia todos sentaram-se à mesa e tomaram vinho. O único que não quis tomar nada e saiu mais cedo foi bem sóbrio receber os 30 dinheiros." Lendo assim alguns trechos do livro que Paulo Pellota, profissional de marketing que já trabalhou na indústria de bebidas, lança hoje, às 19h30 - Paz na Terra aos Homens de Botequim (Editora Clio, 176 pp.) -, dá para entender outra frase dita por um radical freqüentador de uma confraria dessas: "Não confio em quem não bebe." O livro de Pellota, como não poderia deixar de ser, será batizado em um bar de respeito, o Original da Rua Graúna, 137, em Moema.

19 agosto 2003

Brasil fica no fim da fila em alfabetização

O Brasil tem uma economia 175 vezes maior que a da Macedônia e 160 do que a da Albânia. Mas, quando o assunto é educação, o País possui uma surpreendente semelhança com os dois. Cerca de 50% dos alunos brasileiros, macedônios e albaneses na faixa dos 15 anos estão abaixo ou no chamado nível 1 de alfabetização, uma marca estabelecida pela Unesco que classifica os estudantes que conseguem apenas lidar com tarefas muito básicas de leitura. Numa escala sobre níveis de compreensão de leitura englobando 41 países, o Brasil está quase no fim da fila: 37.ª posição - à frente (e não muito) somente da Macedônia, da Albânia, da Indonésia e do Peru. Os dados fazem parte de uma pesquisa sobre alfabetização que a Unesco e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgam hoje na Inglaterra sob o título de Literacy Skills for the World of Tomorrow (Alfabetização para o Mundo de Amanhã).

1 julho 2003

Paulo Coelho: o mais vendido lá

O escritor brasileiro Paulo Coelho chegou ao topo na Itália. O mais recente livro do autor, Onze Minutos, lançado no Brasil pela Rocco, foi o mais vendido na Itália na semana passada.

25 junho 2003

De Mané para Mané

O jornalista Sérgio Rodrigues, de 41 anos, é um dos três autores do recém-lançado Manual do Mané - Guia de Auto-ajuda Para o Homem Que Vacila (Planeta, 128 pp., R$ 26), que inclui algumas experiências vividas pelos próprios escritores. "É uma brincadeira do começo ao fim, embora alguns possam levar a sério a história de auto-ajuda", ri Sérgio. "O livro pode até cumprir esse papel, mas não é a nossa proposta".

22 junho 2003

Vem aí a bienal do livro para menores

Que Harry Potter, Senhor dos Anéis, Ziraldo e Monteiro Lobato fazem o maior sucesso nas bienais do livro realizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro não é novidade para ninguém. E por ser um atrativo indiscutível, o mercado editorial vai lançar neste ano a 1ª Feira do Livro Infantil, Juvenil & Quadrinhos, que acontece entre os dias 22 e 30 de novembro no Parque do Ibirapuera em São Paulo. Segundo Roberio Paulo, diretor Administrativo da RPS Eventos, que organiza o evento junto com a ANL (Associação Nacional de Livrarias), o projeto existia já há dois anos e foi impulsionado quando a Câmara Brasileira do Livro constatou, em uma pesquisa, que mais de 50% do público entrevistado lê literatura infanto-juvenil, não importa a idade.

15 junho 2003