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JB Online

Poema de Bob Dylan vai a leilão

Um poema escrito à mão por Bob Dylan quando era adolescente e assinado Bobby Zimmerman será oferecido para venda em 23 de junho no leilão de cultura pop da Christies, anunciou a casa de leilões na terça-feira. Acredita-se que o poema foi escrito em 1957, quando o cantor e compositor tinha 16 anos, antes de ele se mudar para Nova York e fazer fama como cantor folk e lenda do rock.

20 maio 2009

Depois de Garfield & Odie

Na indústria do entretenimento, qualquer coisa criada depois de outra consagrada tende a ser considerada como um plágio. Patrick McDonnell não ligou pra isso quando, em 1994, criou as tiras do cão Duque e o gato Chuchu. De lá pra cá, foram 20 livros, sendo que o primeiro, Mutts – Os vira-latas (Devir, 128 pp., R$ 23) sai agora no Brasil. Existem diferenças claras entre os personagens, a começar pelo fato de que o cão mora numa casa e o gato em outra, e ambos tem donos diferentes. Também não existem outros personagens coadjuvantes como a namorada de Jon ou a veterinária (no caso de Garfield) ou a turma do Charlie Brown, no caso do Snoopy. Com exceção dos donos dos animais, o único que aparece bastante nos quadrinhos é o dono do açougue, diariamente frequentado pela dupla preta e branca.

19 maio 2009

Escritor narra três décadas da cena de Manchester

Até o início da adolescência, a vida do músico, jornalista e escritor John Robb, 47 anos, fora um marasmo cinzento e pouco expressivo em aventuras. No fim da década de 70, porém, os simples e acelerados riffs de guitarra dos Buzzcocks catapultaram a urgência do punk alinhavado pelos Sex Pistols, em Londres, à industrial e chuvosa cidade vizinha. Era o início de uma revolução. Quatro décadas mais tarde, Robb decidiu vasculhar seu baú de pérolas e recordações afetivo-musicais. O resultado é o livro The north will rise again: Manchester music city 1978-1996, que atira nas prateleiras europeias entrevistas e histórias inéditas extraídas de suas centenas de incursões noturnas e bate-papos com os lendários integrantes do Buzzcocks, Joy Division, New Order, The Fall, The Smiths, The Stone Roses, The Happy Mondays, Oasis, entre outras bandas que, durante 30 anos, fizeram de Manchester o polo irradiador dos mais polêmicos frontmen ingleses do fim do século passado. A obra ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

19 maio 2009

Flip faz anúncio oficial de atrações internacionais

A menos de dois meses de sua sétima edição, a Flip anunciou oficialmente, em São Paulo, sua programação para este ano. O evento, que ocorre entre os dias 1 e 5 de julho, conta com 35 autores, reunidos em 18 mesas, que vão abordar temas dos mais diversos, como poesia, ciência, crítica musical, arte contemporânea e histórias em quadrinhos. Resta saber quais das mesas lotará primeiro, a que reúne Chico Buarque e Milton Hatoum, dois dos grandes nomes da literatura brasileira, ou a do americano Gay Talese, mestre do novo jornalismo? Outra atração que deve chamar o público está ligada ao mundo das ciências. O biólogo inglês Richard Dawkins, seguidor de Charles Darwin e autor do best-seller Deus, um delírio, é um dos principais evolucionistas em atividade no mundo. No Ano da França no Brasil, a Flip recebe três escritores de língua francesa: Catherine Millet, autora do polêmico e autobiográfico A vida sexual de Catherine M., a artista conceitual Sophie Calle e o escritor Grégoire Bouillier.

15 maio 2009

Peter Ackroyd faz thriller da vida de famoso arqueólogo

A vida do arqueólogo alemão Heinrich Schliemann, descobridor dos sítios de Tróia e Micenas, parece, para muita gente, uma obra de ficção. E, nas mãos do escritor inglês Peter Ackroyd, autor de diversos best-sellers sobre seus conterrâneos William Shakespeare, John Milton e Charles Dickens, foi exatamente isso que ela se tornou. Enquanto seus livros anteriores se limitavam a compor biografias levemente romanceadas dos cânones literários de seu país, em A queda de Tróia (Record, 240 pp., R$ 36), o autor vai além: usa a figura controversa de Schliemann, até hoje debatida no mundo acadêmico, para criar Heinrich Obermann, protagonista fictício de um thriller frenético. Não é, aliás, só no nome que se encontram semelhanças entre os dois. Assim como a personalidade histórica que o inspirou, Obermann é um autodidata genial e egocêntrico que, movido por uma energia monstruosa, tornou-se o centro de uma história de paixão e obsessão.

12 maio 2009

Biblioteca expõe letra de George Harrison

Uma letra de música desconhecida de George Harrison, datando de 1967 e encontrada no chão do estúdio Abbey Road, está sendo exposta na Biblioteca Britânica. Escrita quando Harrison tinha 23 ou 24 anos, a canção sem título é de uma fase em que os Beatles tinham deixado de fazer turnês para passar mais tempo no estúdio. Hunter Davies, biógrafo dos Beatles, encontrou a letra quando fazia pesquisas para uma nova edição da biografia oficial dos Beatles, que acaba de ser relançada, mais de 40 anos após sua publicação original. Na introdução à nova edição do livro, Davies recorda como recolheu letras dos Beatles jogadas no chão do estúdio, como lixo, e as guardou como suvenires.

8 maio 2009

Livro estuda a relação entre poema e letra de música

Mais de uma vez já se disse que a letra de música carece de escora melódica para se realizar. Poucas aguentam a solidão da página em branco. Quanto ao poema, trabalha com economia de palavras e nem sempre se ajusta à melodia. Não é qualquer bom poema que se rende à canção. Portanto, cada forma de expressão tem sua autonomia, mas as duas convivem muito bem, cada uma em seu viés. Claro que isto não diz tudo, principalmente, quando se trata da canção popular do Brasil: num país herdeiro de uma remota tradição da palavra cantada – onde até poetas renomados no mundo das letras se misturam aos cantores do povo – tudo pode acontecer. É o que nos mostra Letras e letras da MPB (Booklink,276 pp., R$ 39), de Charles Perrone, em segunda edição revista, após mais de 20 anos da primeira. Não se trata de uma obra de estrangeiro deslumbrado com o exotismo de nossos artistas. Em seu trabalho, o autor demonstra uma enorme intimidade com o melhor da nossa música e das nossas letras.

8 maio 2009

Romancista inglês dá dicas de como escrever

“Uma vez professor, sempre professor”, admite David Lodge no prefácio do seu livro recém-lançado, A arte da ficção (L&PM Editores, 246 pp., R$ 44 – Trad. Guilherme da Silva). A situação traduzida no adágio, da qual não se escapa, determina o que a obra apresenta de melhor e, eventualmente, de enfadonho, como os minutos finais da última aula antes do toque da sineta para o recreio e a merenda. Mas o resultado final é mais que satisfatório, nota A, e o aluno passa de ano aprendendo. David Lodge nasceu na Inglaterra – o que, convenhamos, não deixa de ser um predicado para um professor. Por quase 30 anos, deu aulas de literatura inglesa na Universidade de Birmingham. Mas, sobretudo, é um escritor de talento – autor dos romances Invertendo os papéis, Fora do abrigo, Terapia, Pense... – o que lhe facilitou a vida na hora de escrever os 50 artigos da coletânea, os quais abordam diversos aspectos – começando pela maneira como se deve iniciar um romance e terminando com o modo de escrever o fim – da prática literária.

8 maio 2009

Obra de Caio Fernando Abreu é editada

Os personagens de Caio Fernando Abreu externam a necessidade de encontrar outra coisa, algo que intuem como um ponto remoto que não conseguem nominar. Esta impressão, muito presente em sua obra literária, em especial em Onde andará Dulce Veiga?, possivelmente seu melhor livro, é reafirmada, em alguma medida, em sua produção teatral, a julgar pelos textos reunidos no livro Teatro completo (Agir, 280 pp., R$ 49,90). A realidade, ou pelo menos o que se convencionou denominar como sendo realidade, é evitada por muitos dos personagens, que insistem em viver numa espécie de plano paralelo. “Realidade é uma coisa que ela não aguenta mais”, diz Bruno em relação à mulher, Evelyn, que, após a perda do filho, se encastelou num mundo particular, em Reunião de família, adaptação de um texto de Lya Luft. “Ilusão, eu já dizia cá com os meus botões, ilusão é tudo que o humano – esse escombro patético – necessita para continuar existindo”, constata um personagem, não por acaso, denominado de Nostálgico, em Zona contaminada.

8 maio 2009

Romance remete a Saramago

Foi numa tarde ensolarada no Leblon que o português Jorge Reis-Sá, de folga no Rio de Janeiro em agosto de 2007, pôs o ponto final em seu segundo romance. Mas, apesar de nascido de frente para o mar, O dom (Record, 176 pp., R$32) não tem nada de solar. De carioca, só mesmo a descontração com a qual foi escrito pelo jovem autor e editor. “Gosto de chamar O dom de um “divertimento”, não exatamente um romance”, explica Reis-Sá. À primeira vista, o livro é trama de filme B. Nada de rodeios na sequência de abertura: do segundo andar de um centro comercial, um homem testemunha as pessoas que caminham na rua transformarem-se, subitamente, em pequenas esferas. Todos, sem motivo aparente, viram contas, do tipo que se usa para a confecção de cordões. Só quem está dentro do centro comercial escapa – embora estejam condenados ao confinamento. É quando o romance deixa de lado sua face trash e engabela-se à la José Saramago.

27 abril 2009