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JB Online

Abigraf terá posição sobre o setor em 2009

Apenas em fevereiro de 2009 será possível saber se houve ou não retração no consumo de cadernos e produtos editoriais, especificamente livros - os principais comercializados pelo setor gráfico no período de volta às aulas (janeiro a março) -, devido à crise financeira internacional. A avaliação é da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). "Os pedidos pelos canais tradicionais (papelarias e livrarias) e distribuidores são feitos, em geral, até quatro meses antes do encerramento do ano. Naquela época, não havia ainda efeitos da crise no País", explica Alfried Plöger, presidente da Abigraf.

11 dezembro 2008

Prêmio Tusquets, para livros em espanhol, fica sem vencedor

Ninguém ganhou o 4º Prêmio Tusquets, um dos mais importantes da língua hispânica, informaram nesta quarta-feira os seus jurados, durante a Feira Internacional do Libro (FIL) de Guadalajara. De acordo com a organização do concurso, nenhum dos livros empolgou o júri. O mexicano Elmer Mendoza, vencedor do ano passado e um dos jurados desta edição, explicou: “Todos os romances que lemos eram fantásticos... Até a metade.” O chefe do júri, o ganhador do prêmio Cervantes 2008, Juan Marsé, acrescentou que esta "não foi uma decisão fácil". O prêmio ficará acumulado para a próxima edição, que passará a valer 40 mil euros. Não é a primeira vez que a láurea fica sem um vencedor: sua primeira edição também não coube a ninguém. Ao todo, candidataram-se 427 autores, de diferentes países - 200 a mais que no ano passado.

3 dezembro 2008

Escritor Amos Oz lança partido em Israel

Trazer a paz. Esse é o objetivo do novo partido em Israel, lançado pelo escritor isralense Amos Oz. Na companhia de trinta intelectuais e figuras públicas do país, o artista, conhecido por sua luta pelo fim do conflito entre Israel e a Palestina, anunciou que a legenda, chamada provisoriamente de Nova Esquerda Democrátrica, será uma alternativa ao tradicional Partido Trabalhista. “Chegou o momento de ir em frente”, disse o escritor, lembrando os discursos de Barack Obama: “Chamamos toda a esquerda e todos aqueles que desejam a paz, dizendo que a mudança é possível.”

27 novembro 2008

Autor vietnamita recebe prêmio literário Dylan Thomas

O autor Nam Le ganhou nesta terça-feira o conceituado prêmio Dylan Thomas, oferecido pela Universidade de Wales, no Reino Unido. Nascido no Vietnã e criado na Austrália, Le foi premiado com um cheque de 60.000 libras por sua coleção The Boat, onde conta pequenas histórias que se passam em cenários diferentes e alternativos. O primeiro conto da obra tem o pai do autor e suas experiências no Vietnã como inspiração, e termina com a história que dá nome à coleção.

11 novembro 2008

Livro A cabana já vendeu 2 milhões de cópias

Quando escreveu o romance A cabana (Sextante, 240 pp., R$ 29,90), uma reflexão sobre como lidar com a fé e a perda dos entes queridos, o professor de religião canadense William P. Young não tinha a menor intenção de se tornar best-seller. Publicado no fim de 2007 sem campanha de marketing, numa edição para amigos limitada a 15 cópias, o livro se beneficiou de um inesperado boca-a-boca. Em junho deste ano, já aparecia na lista do New York Times, com quase 2 milhões de exemplares vendidos. O livro conta a história de Mack, um homem cuja filha é brutalmente assassinada numa cabana. Depois de quatro anos de culpa e tristeza, o pai recebe um bilhete assinado por Deus, convidando-o a voltar ao lugar onde aconteceu a tragédia. Sua ida se transforma numa jornada espiritual que mudará todas as suas percepções sobre a vida. Por causa de sua visão peculiar sobre a fé, o livro levantou algumas polêmicas nos Estados Unidos. Além de criticar alguns aspectos do cristianismo, retrata Deus como uma figura feminina e mostra Jesus de uma maneira familiar.

6 novembro 2008

Ator Cacau Hygino lança livro sobre fofoca

Com formação de ator desde 1992, Cacau Hygino já trabalhou como assessor de comunicação, atuou em diversas novelas e escreveu vários livros. Agora, junto com seu personagem Pedro, na novela Negócio da China, da TV Globo, Cacau só tem olhos para seu recente lançamento, Fofoca - essa simpática palavra e suas conseqüências imprevisíveis (Espassum, 160 pp., R$ 25). O livro, que foi lançado semana passada em um salão de beleza, já entrou no mercado com pelo menos mais três projetos: virar uma peça produzida por Heloísa Périssé, um curta-metragem dirigido por Flávia Monteiro e um documentário para televisão. Cacau, entretanto, ficou devendo histórias mais, digamos, cabeludas. Não entregou na publicação nenhum grande segredo da classe.

1 novembro 2008

Joe Hill e um denso fantasma ao seu redor

O escritor Joe Hill é mesmo filho do homem. Seu pai, o americano Stephen King, é o mais conhecido autor de livros de horror das últimas décadas, com 350 milhões de cópias vendidas e diversas obras adaptadas para o cinema. Hill, cujo nome de batismo é Joseph Hillstrong King, decidiu adotar o pseudônimo para driblar o pistolão editorial e vencer na carreira com suas próprias forças. Ao ver seus originais serem rejeitados um por um pelas editoras, percebeu que estava no caminho certo. E persistiu, até conseguir, em 2005, publicar na Inglaterra uma edição limitadíssima (apenas 1.700 cópias) de sua primeira coletânea de contos de horror, Fantasmas do século 20, que acaba de ser lançada no Brasil. O conto de abertura do livro, ao menos, não podia ser mais Stephen King. Intitulado O melhor do novo horror, é a história de um frustrado editor de antologias de terror, que acreditava já ter visto todo tipo de histórias do gênero, até dar de cara com Button Boy, um conto perturbador escrito por um certo Peter Kilrue. Como nos melhores livros de seu pai, Hill reflete sobre a própria criação, com personagens divididos entre a alta literatura e as narrativas pulp.

29 outubro 2008

Machado de Assis: reconhecimento internacional

Quincas Borba. Memórias póstumas de Brás Cubas. Dom Casmurro. Mesmo sem nunca ter lido um desses clássicos da literatura nacional, é difícil achar algum brasileiro que não tenha na ponta da língua o nome do autor desses romances: Joaquim Maria Machado de Assis, mais conhecido apenas por seus dois últimos nomes. Na última semana o New York Times, publicou um artigo de duas páginas sobre Machado com o título “Após um século, a reputação literária finalmente floresce” em que o repórter Larry Rohter se rasga em elogios ao autor, citando diversos outros nomes e artigos, como Susan Sontag e o livro Genius, do crítico Harold Bloom, que define Machado como o “autor negro supremo”. A matéria também menciona um aspecto de Machado pouco citado nos especiais brasileiros: o autor teve uma carreira paralela como tradutor. A publicação no jornal norte-americano também convida para uma homenagem ao autor na cidade de Nova York, batizada de “Machado 21: A Centennial Celebration”, que aconteceu na última semana, entre os dias 15 e 19 de setembro que incluiu mesas redondas, seminários, exibições de filmes inspirados em suas obras, além de poemas musicados do autor.

29 setembro 2008

Biblioteca Volante empresta livros de graça

Mais três bairros nas zonas Norte e Oeste, nesta semana, recebem a visita da Biblioteca Volante João Antônio, da prefeitura do Rio. São eles Jardim América, Madureira e Realengo: No primeiro, na Rua Sebastian Bach, no Jardim América, a biblioteca estará na quarta-feira; e no segundo, na Praça do Patriarca, na quinta-feira. Em Realengo a biblioteca estará na Avenida Santa Cruz, 1.015, na sexta-feira. Basta levar documento de identidade e comprovante de residência. O empréstimo é gratuito, entre 10h e 14h. Se o solicitante tiver menos de 18 anos, além dessa documentação do pai ou do responsável, o interessado deverá apresentar também sua autorização para o empréstimo por escrito. A devolução dos livros deve ser feita em 15 dias no mesmo local do empréstimo, quando a biblioteca volante retornar ao bairro, pelo correio, ou diretamente na sua sede, na Avenida Monsenhor Félix, 512, em Irajá.

29 setembro 2008

Portal disponibiliza quase 100 mil obras

Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro. A frase que define o portal não poderia ser mais perfeita. O projeto do Ministério da Educação, lançado em novembro de 2004, disponibiliza gratuitamente acesso às obras literárias, artísticas e científicas - do patrimônio cultural brasileiro e universal - em forma de textos, sons, imagens e vídeos e em 16 idiomas além do português. Recentemente um e-mail que circula pela internet trouxe a informação de que o portal acabaria por falta de acesso. Para esclarecer a questão, Marco Antonio Rodrigues, o atual coordenador responsável pelo projeto desmentiu a informação. “Esse e-mail dizendo que o site vai acabar é mentiroso. É um spam que existe há dois anos. Já saíram notas oficiais do MEC desmentindo. A criação desse domínio foi do ministro da Educação Fernando Haddad, que na época era secretário executivo. A proposta dele era reunir esse material digitalizado e de livre acesso, mostrando conhecimento e oferecendo pesquisa”, disse Marco Antonio.

23 setembro 2008