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Deutsche Welle (Alemanha)

Editora e livraria cult dos anos 60 em rota de expansão

Símbolo da chamada geração 68, a Zweitausendeins continua surpreendendo o mercado como mais barata fornecedora de livros e CDs da internet na Alemanha. Investir em qualidade cultural pode ser lucrativo. Esse parece ser o principal ensinamento que se obtém de um fato que já está se tornando rotina no mercado literário e fonográfico na Alemanha. Pelo terceiro ano consecutivo, a vanguardista editora e livraria Zweitausendeins ("2001" em português), de Frankfurt, conquistou o primeiro lugar no pódium do Buchmarkt, órgão oficial dos livreiros alemães, como o distribuidor mais barato do país na internet. Isso não seria nada impressionante não fosse a firma um dos ícones máximos do ideário dos rebeldes anos 60 do século passado.

1 abril 2007

Planet Germany: um ianque ensina a amar a Alemanha

Agora é de novo a vez de um americano segurar a batata quente, em nome dos alemães. Com seu livro Planet Germany: Eine expedition in die heimat des Hawaii-Toasts (Uma expedição à pátria da torrada Havaí), Eric T. Hansen dá uma lição de patriotismo. Um leitura imperdível, para aqueles que vivem se perguntando por que motivo se deveria amar a Alemanha. Hansen é jornalista, natural do Havaí e vive há 20 anos na "good old Germany". Tempo bastante para ter se habituado a algumas das peculiaridades do país. E, como alguém vindo de uma outra galáxia, ele só pode se espantar com certas facetas do "Planet Germany".

1 abril 2007

Escritores alemães refletem contraste de gerações

As recentes revelações de Günter Grass sobre seu passado nazista não cegaram a crítica alemã, que optou por deixar de lado o julgamento moral e ler sua recém-publicada autobiografia, Beim häuten der zwiebel (Descascando Cebola), do ponto de vista meramente literário. O mesmo vale para os livros de ficção publicados este ano por outros autores canônicos da literatura alemã contemporânea, como Martin Walser e Hans Magnus Enzensberger. O significado histórico dos autores não leva a crítica a exigir menos do acabamento e do teor de inovação dos livros.

29 março 2007

Do uso da imagem pelas religiões

Pelo menos desde a polêmica internacional em torno da publicação de caricaturas de Maomé na imprensa dinamarquesa, em 2006, a opinião pública européia atinou para o impacto explosivo que o uso indiscriminado da imagem no Ocidente pode ter sobre sociedades religiosas que mantiveram normas rígidas do que pode ou não ser representado. Almut Sh. Bruckstein - Vom Aufstand der Bilder: Materialien zu Rembrandt und Midrasch (Munique: Wilhelm Fink Verlag, 148 pp.), (Sobre a rebelião das Imagens: Materiais sobre Rembrandt e Midrash) a estudiosa de filosofia judaica Almut Bruckstein recorre à reflexão imagética do judaísmo rabínico, para desvelar o caráter subversivo da arte. Com cunho mais acadêmico, o livro Sintflut und Gedächtnis: Erinnern und Vergessen des Ursprungs (Dilúvio e memória: Lembrança e esquecimento da origem) (Munique: Wilhelm Fink Verlag, 414 pp.), organizado pelos teóricos Martin Mulsow e Jan Assmann, toma o mito diluviano bíblico como metáfora de ruptura na memória histórica.

25 fevereiro 2007

Da viabilidade de uma guerrilha editorial

A Merve talvez seja a mais cult das editoras alemãs. Um projeto improvisado que se impôs ao mainstream e influenciou as últimas gerações de intelectuais na Alemanha. "Na teoria, você não tem que retornar até Adão e Eva, simplesmente comece, comece pelo meio, e quanto mais você for estudando, melhor vai conseguir se orientar." Foi este conselho do filósofo francês Gilles Deleuze que norteou o alemão Peter Gente num projeto editorial singular com 37 anos de história: a editora Merve, sediada em Berlim. Após 37 anos de trabalho e a publicação de 300 títulos, Peter Gente se afastou recentemente de sua criação, confiando-a a três amigos. Embora a Merve continue a existir, é certo que seu perfil — altamente personalizado por Gente e Heidi Paris, co-editora falecida em 2002 — deverá mudar.

20 fevereiro 2007

Alemanha adere às poetry slams

As "poetry slams", bastante tradicionais no mundo anglo-saxão, ganham cada vez mais adeptos na Alemanha. Em bares e clubes noturnos é cada vez mais comum ver poetas apresentando suas obras para o público. Longe do glamour dos saraus literários dos séculos passados, as poetry slams acontecem em ambientes enfumaçados e muitas vezes sem janelas, que costumam funcionar nos porões de prédios, como é o caso do clube Molotow de Hamburgo, onde cabem 200 espectadores. A nova (em outros lugares velha) forma de levar a poesia "aonde o povo está" é uma das recentes modas das grandes cidades alemãs, como Berlim, Hamburgo ou Munique. Nos últimos três anos, as poetry slams vêm acontecendo com freqüência em bares, fábricas antigas ou boates.

10 janeiro 2007

Feira de Frankfurt homenagerá país árabe

Vinte e duas nações árabes têm interesse em serem selecionadas como o país convidado na próxima edição da Feira de Frankfurt. Todo ano, a maior feira mundial do mercado editorial escolhe um país ou região como foco do evento. Um porta-voz da feira declarou que a escolha provavelmente será finalizada em março. Ele disse que Feira de Frankfurt quer estabelecer um diálogo literário com as nações árabes, que incluem Egito, Argélia, Iraque e Kuweit entre outros.

28 janeiro 2003

Enquanto isso, na Alemanha…

Por muito tempo um país caracterizado por ávidos leitores - ou compradores de livros, pelo menos -, a Alemanha enfrenta agora uma crítica queda nas vendas anuais de livros. De acordo com a Associação Alemã de Editores e Livreiros, as vendas deste ano já caíram 4%. O setor mais atingido é o de não-ficção, pois o mercado de livros de conselhos e de auto-ajuda rapidamente nos últimos meses. E estas são más notícias para um mercado acostumado um crescimento contínuo.

9 outubro 2002