O prazer da leitura sem pressa
O movimento Slow Reading prega o contato demorado com a palavra escrita
Se estiver lendo este artigo impresso, o mais provável é que vá ler somente a metade do que escrevi. Mas se a leitura for online, talvez não chegue a um quinto dele. Essas são as conclusões de um Eyetrack, do Poynter Institute, e de uma análise de Jakob Nielsen – ambas sugerem que muitas pessoas já não conseguem mais se concentrar a ponto de ler um artigo até o fim. Mas a questão não termina aí: para alguns acadêmicos, estamos nos tornando leitores menos atentos. Recentemente, o professor Greg Garrard, da Bath Spa University, revelou ter precisado reduzir a lista de livros que recomenda para seus alunos, enquanto Keith Thomas, historiador de Oxford, disse estar perplexo com colegas mais jovens que analisam suas fontes usando uma ferramenta de busca, em vez de lê-las na íntegra. Então, estamos ficando mais burros? Segundo o novo livro do especialista em tecnologia Nicholas Carr, The Shallows (W. W. Norton & Company, 276 pp., US$ 26,95), nossos hábitos hiperativos online já afetam nossa capacidade mental para processar e compreender uma informação textual muito longa. (The Guardian)
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