Vitrine argentina
País homenageado da 62ª Feira de Frankfurt, que começa na quarta, evoca riqueza cultural como contraponto a crises recentes
Com a imagem mais associada nos últimos tempos a crises políticas e econômicas, a Argentina dirigirá os holofotes da 62ª edição da Feira de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, para a importância e a diversidade de sua tradição literária. Entre quarta-feira (6) e domingo (10), o convidado de honra da feira estará no centro de uma intensa programação, com homenagens ao passado — que vão desde um selo comemorativo com a efígie de Jorge Luis Borges a uma série de debates e exposições — e acenos para o presente, com uma longa lista de autores (como Juan Gelman, Alan Pauls, Martín Kohan e Claudia Piñeiro) que, em debates e leituras públicas, mostrarão uma parcela significativa da literatura contemporânea do país. Crises, porém, não faltaram na preparação para o evento, que reunirá representantes de 113 países, com mais de 300 mil títulos em exibição num pavilhão de 170 mil metros quadrados.
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