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Raimundo Carrero e a experiência de ter sofrido um AVC

11 de dezembro de 2010
1 min de leitura

Seu novo livro se chamará “Às vésperas do sol”

Quando acordou, na madrugada do dia 19/10, Raimundo Carrero não conseguiu se levantar da cama. Sentia uma forte dor de cabeça e um mal-estar intenso. Por mais que fizesse força, o corpo teimava em não obedecer aos seus comandos. Ele então tomou impulso e tentou mais uma vez. Acabou tombando em cima da mulher, Marilene. “Ela deve ter pensado que eu estava bêbado”, relembra Carrero, rindo. Marilene, que é médica, não teve dúvida: tratava-se de um AVC. Mesmo que sobrevivesse, causava pânico imaginar que alguma sequela comprometesse o ato de criação. Felizmente, o medo não se concretizou. Cinco dias depois de voltar para casa, após passar 15 internado, ele iniciou Às vésperas do sol. Com a mão direita, num pequeno diário, ele escreve o relato real da doença e de sua recuperação. A nova rotina de Carrero inclui fisioterapia diária e mais sessões semanais de natação, acupuntura e fonoaudiologia. O braço e a perna esquerda ainda permanecem parcialmente paralisados.

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