Publicidade
Voltar CLIPPING

Um mapa desigual da ficção

19 de fevereiro de 2011
2 min de leitura
20110221115523328-376777020

Antologia organizada na França exclui brasileiros e tem cubanos como destaque

As antologias, como as listas em geral, costumam ser reveladoras. Quem se dedica ao exercício da seleção necessariamente abre mão da volúpia da totalidade, mas paga o tributo de explicitar os critérios de seu parcial mapeamento. É um exercício crítico interessante e polêmico por definição. Les Bonnes Nouvelles de l’Amérique Latine (Gallimard, 452 pp., 21,90 euros), recém-lançada antologia de contos latino-americanos, revisita esses tópicos. O primeiro critério de seleção explicitado pelos organizadores Gustavo Guerrero e Fernando Iwasaki foi o cronológico. Todos os autores são nascidos após 1960 e publicaram ao menos uma coletânea de contos. Esse critério exclui, portanto, escritores como o chileno Roberto Bolaño, o mexicano Juan Villoro e o argentino Alan Pauls (1959-), ao tempo em que, por oposição, mostra que os mais jovens são os que não atingiram ainda a consagração pública, daí o qualificativo de “boas novas” que lhes é atribuído. Causa estranheza a ausência de brasileiros. Certamente, a grata surpresa são os cubanos: Antonio José Ponte, Ronaldo Méndeze Ena Lucía Portela. (É tradutor e professor do departamento de Letras da Ufscar)

Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade