França celebra centenário da Éditions Gallimard
Editora recusou Proust, mas hoje é a mais prestigiada do mercado francês
Em 1913, de posse de um manuscrito do primeiro volume de Em busca do tempo perdido, uma editora recém-criada na França teve a chance de ser a primeira a lançar o livro de Marcel Proust. Mas recusou. Esse mesmo grupo editorial, a Éditions Gallimard, chega agora a seu centenário como o mais prestigiado no mercado literário francês. Nesta semana, a editora lança Gallimard, un Éditeur à l’Oeuvre, de Alban Cerisier. Entre os (poucos) brasileiros publicados pela casa há uma grande predominância de cânones como Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Jorge Amado. Daniel Galera, cuja tradução de Mãos de cavalo foi lançada pela casa no ano passado (com o nome de “Paluche”), é exceção. “É simples: nós não conseguimos vender livros de autores brasileiros”, diz Guerrero. “É bem diferente dos autores latinos de língua espanhola, que são amplamente consumidos. Claro, no passado havia [Jorge] Amado, mas ninguém o substituiu em popularidade. Recentemente, para a nossa sorte, veio o Chico Buarque, que já era conhecido como músico e se mostrou igualmente talentoso como romancista.”
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