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Na trilha de um olhar estrangeiro

09 de abril de 2011
1 min de leitura

Lançado na França, Heitor Villa-Lobos, de Rémi Jacobs, reconstitui a trajetória do gênio de Bachianas e de Choros

No finalzinho de sua vida, em julho de 1957, Villa-Lobos escreveu: “A minha obra musical é consequência imediata da minha predestinação. Se ela é em grande quantidade é porque ela é o fruto de uma terra extensa, generosa, quente e planificada”. Em duas frases, assume-se como pai fundador da música brasileira, recusa influências e define-se como nacionalista. Um livro recente evita algumas armadilhas, mas repete alguns clichês, em maior ou menor escala. Heitor Villa-Lobos, de Rémi Jacobs, foi lançado em Paris na coleção Horizons, da editora Bleu Nuit. A nova biografia é fartamente ilustrada e estuda passo a passo vida e obra, incluindo informações básicas sobre os Choros, as Bachianas Brasileiras, a música para piano, violão e camerística. E com direito a agradáveis surpresas: bons apanhados das sinfonias, dos quartetos e das óperas.

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