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Paul Theroux leva crise criativa à Índia

12 de junho de 2011
2 min de leitura

A mão morta, novo romance do autor americano famoso por criar narrativas de viagens, sai agora no Brasil

Pelas ruas caóticas de Calcutá, na Índia, um escritor com bloqueio criativo encontra aconchego nos braços de uma especialista em sexo tântrico. É essa a trama do novo romance de Paul Theroux, americano famoso pelas narrativas de viagens que publica desde os anos 1970. Em entrevista à Folha, o autor de 70 anos falou de sua paixão pela Índia e da recente reconciliação com o Prêmio Nobel V.S. Naipaul: um aperto de mãos num festival literário pôs fim a uma briga de 15 anos que rendeu até um livro de Theroux, Sir Vidia’s Shadow. O autor lançou outro livro de não ficção nos EUA neste mês, The Tao of Travel, em que seleciona trechos de seus autores favoritos e filosofa sobre a melhor forma de conhecer o mundo: de trem, sem celular. “Celulares nos mantêm muito conectados com a nossa casa. Melhor desaparecer, sumir na sua própria jornada, uma coisa não muito difícil na vastidão do Brasil”, comentou, por e-mail. Leia trechos da conversa sobre “A mão morta – Um crime em Calcutá (Alfaguara, 288 pp., R$ 39,90 – Trad. Cássio de Arantes Leite), livro de 2009 que chega agora às livrarias brasileiras.

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