O papel da tela
Brasil, no segundo escalão na esfera dos e-books, começa timidamente a experimentar
A tecnologia é nova, mas oferece uma experiência rudimentar: desenhar com o dedo, diretamente na superfície de uma tela. O que pode ser uma brincadeira comum para crianças, no caso da poeta e artista plástica Laura Erber, que desenhou e escreveu num tablet – sem usar o papel – o livro Bénédicte vê o mar (Editora da Casa), o movimento representou a quebra de um tabu. Como afirma o editor do Publishing Perspectives, Edward Nawotka, “a vantagem da publicação digital é permitir a experimentação”. Convencida de que o e-book se tornará uma realidade no país, a professora Tania Rösing, coordenadora da Jornada Nacional de Literatura, escolheu como tema da edição deste ano “Literatura entre Nós – Redes, Linguagens, Mídias”. No Brasil, a editora Manati, voltada para crianças e jovens, está entre as poucas que, fora do campo didático, começam a criar conteúdo exclusivo para tablets. Outra proposta inovadora é a da Ímã Editorial. Os livros são oferecidos no formato que o consumidor quiser. O editor-executivo da Singular Digital, Carlo Carrenho, diz que atualmente o Brasil se encontra no segundo escalão na esfera dos e-books, no mesmo nível da Alemanha ou da Espanha. Carrenho coordenou em junho e neste mês, no Rio, um curso sobre publicação digital na Estação das Letras, em parceria com o site Publishnews, que dirige. Pela demanda, observou que as pessoas estão ansiosas para aprender.
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