Morte e drama adolescente
Lauren Oliver usa a possibilidade de reviver diversas vezes o dia de sua morte para expor as complexas relações que se formam dentro da escola
Em Antes que eu vá (Intrínseca, 360 pp., R$ 39,90 – Trad. Rita Sussekind), de Lauren Oliver, a popular e arrogante Samantha Kingston tem uma chance inusitada de mudar: após um acidente de carro, ela revive sete vezes o dia de sua morte, procurando nas próprias atitudes pistas que possam salvá-la. Antes daquele dia, sua vida parecia perfeita: ela era parte do grupo de garotas mais populares do colégio, nunca pensou nas conseqüências de seus atos, tinha como namorado o garoto mais desejado da escola. Lauren Oliver expõe as complexas relações que se formam dentro da escola, usando personagens que inicialmente transparecem simplesmente egoísmo e superficialidade, mas guardam segredos e mágoas. Ao tentar mudar os acontecimentos do dia ao qual está presa, sua heroína se humaniza e reflete sobre sua relação com as amigas, com a família, e sobre como seria o “último dia” que gostaria de viver.
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