Atração e repulsa pelo mistério
Joyce Carol Oates conta como se interessou em escrever livro a partir de caso real e fala dos desafios impostos pela idéia
As famílias disfuncionais são todas iguais. Idem quanto aos “sobreviventes” – assim se inicia Minha irmã, meu amor (Alfaguara, 624 pp., R$ 67,90 – Trad. Vera Ribeiro), em que Joyce Carol Oates dramatiza um fato real: o terrível assassinato de Jon Benet Ramsay, garota de 6 anos que se tornou um fenômeno na patinação no gelo. Sua morte, ocorrida há 15 anos nos Estados Unidos e até hoje não solucionada, desestabilizou a família, que vivia em função do sucesso da filha caçula. Prudente, a escritora trocou nomes (Jon se transformou em Bliss Rampike) e centralizou a narrativa em um longo depoimento de Skyler, o negligenciado irmão mais velho da garotinha, o remanescente de uma família em ruínas. Leia a entrevista.
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