Em busca de leitores na Bienal
Café Literário leva bons nomes à Bienal
Meio escondida entre debates sobre bruxas e vampiros, sessões de autógrafos com ídolos adolescentes e outras atrações deste primeiro fim de semana da 15ª Bienal do Livro do Rio, a mesa de abertura do Café Literário — que reuniu na quinta-feira Beatriz Resende, Paulo Roberto Pires e Ana Paula Maia para discutir o tema “Literatura brasileira na nova década: o papel da crítica” — foi planejada como uma discreta declaração de princípios pelo curador do espaço, Italo Moriconi. Um crítico que tem se dedicado à produção atual e que defende a circulação dos acadêmicos além dos muros da universidade, Moriconi procura fazer do Café Literário, que comanda pela segunda vez, um dos raros pontos de encontro entre a literatura nacional contemporânea e o grande público. Pontuada por nomes consagrados, como Luis Fernando Verissimo e Ferreira Gullar, a delegação nacional é composta sobretudo por escritores elogiados pela crítica mas com público ainda restrito, muitos na faixa dos 30 anos. [Matéria complementar: Laub, Paloma e Carola: três olhares sobre o contemporâneo]
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