Imaginava só uma editora feita de livros que eu gostaria de ler
Fundador da Companhia das Letras relembra a história da editora que completa hoje 25 anos
Fiquei desempregado por pouco tempo. Quando decidi deixar a Brasiliense, quis antes ver se havia no mercado editorial alguma proposta mais tentadora do que a editora que já sonhava criar. Balancei quando Jorge Zahar me propôs sociedade, chamando-me para trabalhar com ele na editora recém-criada. Eu adorava o Jorge, mas achava que nossos perfis poderiam conflitar. Jorge era cauteloso e pessimista. Eu carregava comigo pouca cautela e um otimismo que meus 30 anos ainda não conseguiam inibir. Resolvi seguir meu caminho. Precisava avisar alguns autores, agentes e me mexer: conseguir títulos rapidamente. Pensava numa editora pequena, mas estável. Produzindo todo mês. Novidadeira para a imprensa, constante para o livreiro e para o público leitor. Achei que tinha que começar com mais de um título para chamar atenção. [Íntegra para assinantes]
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