A doce vida dos Best-sellers
Editoras emplacam histórias de amor nas listas de mais vendidos
As capas exibem casais abraçados. A cena é quase sempre a mesma. Na trama, histórias de amor que sobrevivem a todo o tipo de inconveniências. Livros para emocionar, dizem os fãs. Autoajuda disfarçada, reclamam seus opositores. Antes só encontrados nas bancas de jornal, os romances açucarados chegaram às livrarias e avançam nas listas de mais vendidos do país. Embora não existam pesquisas sobre perfil de leitores, há consenso de que o público feminino é o maior comprador. São adolescentes e jovens que consumiram com avidez a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer. “Essa literatura de gênero é renovada a cada período”, avalia Pedro Almeida, do selo Lua de Papel, que publica autores do mesmo filão. Nos anos 80, livros de Sidney Sheldon e Jacqueline Susann apostavam em personagens ricaços e glamourosos. Depois, vieram os esotéricos. Almeida diz que 20% do que edita hoje é dirigido para mulheres.
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