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UE investiga Apple e editoras em suposto cartel

07 de dezembro de 2011
1 min de leitura

Empresas são acusadas de conspirar para limitar concorrência de e-books

O órgão regulador antitruste da União Europeia está investigando se a Apple e cinco grandes editoras – Penguin, Hachette, HarperCollins, Simon & Schuster e o Holtzbrinck Group (Macmillan) – estão conspirando para limitar a concorrência no mercado de livros digitais. A Apple é acusada de, ilegalmente, ter ajudado as editoras a elevar os preços dos e-books quando lançou seu tablet iPad e a loja iBookstore, em 2010. A Apple foi a primeira grande varejista a fechar com as editoras contratos sob o chamado modelo de agência, pelo qual os editores determinam o preço dos e-books vendidos nas lojas virtuais. É diferente do que fazia a Amazon, que preferia ela própria determinar o preço final dos títulos que vende, modelo conhecido como de distribuição. A questão é que a Amazon, pelo seu tamanho, exigia grandes descontos das editoras para poder cobrar pouco dos leitores e se manter competitiva. E e isso desagradava há tempos os executivos da indústria do livro, que acabavam lucrando menos com o negócio.

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