Publicações decodificam alta erudição para leigos
De olho no público não especializado, obras usam referências do universo pop para debater Freud e Jung
Diversas obras que se destinam a decodificar o hermetismo da linguagem da filosofia e das ciências humanas foram publicadas neste ano. Este movimento editorial reflete uma demanda de leitores leigos que buscam acesso a um tipo de conhecimento mais específico. A Leya, por exemplo, lançou a Coleção Entendendo, que usa a narrativa das HQs para mostrar a história e o pensamento de Freud, em um volume, e de Jung, em outro. Pedro Almeida, editor da coleção, destaca a importância das referências pop para familiarizar leitores não acadêmicos em assuntos que exijam alta erudição. O selo Difel, do grupo editorial Record, também tem investido em livros que mostram a história do pensamento filosófico e humanístico. Para Jeanne Marie Gagnebin, professora titular de filosofia na PUC e de teoria literária na Unicamp, há hoje um fenômeno mercadológico em torno da filosofia, suscitado em parte pela volta da disciplina ao ensino médio e também pela crise das religiões.
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