Educação em alta
Segmento foi o único que cresceu em 2011 nos negócios dos dez maiores grupos editoriais do mundo, segundo o Ranking Global
Ontem, o PublishNews divulgou o Ranking Global do Mercado Editorial, que mostrou quais são as 54 maiores empresas editoriais do mundo, segundo o levantamento feito pela consultoria Rüdiger Wischenbart. O estudo mostrou que a receita consolidada dos dez maiores grupos editoriais do globo caiu 7,4% de 2010 para 2011, de 30,977 bilhões de euros para 28,689 bilhões de euros. Hoje, você confere como foi o desempenho dessas empresas em diferentes segmentos: Científico, Técnico e Profissional, Trade (interesse geral) e Educação.
O primeiro, CTP, é o principal segmento em termos de faturamento dos dez maiores grupos editoriais apontados no estudo, e de 2010 a 2011 apresentou ligeira queda, após crescimento constante entre 2008 e 2010, como mostra a tabela abaixo. O segmento Trade também registrou declínio, em linha com a tendência observada nos anos anteriores.

A boa notícia ficou com o segmento de Educação, que registra uma ascensão contínua desde 2007, e já tem um peso tão grande quanto o segmento Trade. “A transição de uma indústria editorial baseada no papel para o formato digital, e também a transição para novos modelos de negócios e cadeias de valor, já ocorreu de maneira mais forte no CTP, e ganhou importância significativa no setor de Educação recentemente, enquanto o segmento Trade está ficando para trás nesse sentido em boa parte do mundo”, ressalta o estudo da Rüdiger Wischenbart.
Destaque para a Abril Educação
Entretanto, embora o segmento de Educação esteja em pleno crescimento, não são todas as empresas focadas no setor que se beneficiaram do bom desempenho geral. O Ranking Global selecionou nove grupos editoriais especializados no segmento dentre um total de 54 pesquisados – veja o ranking completo das empresas aqui. Quatro deles perderam receita no ano passado. Já entre as editoras que cresceram, os holofotes ficaram com a Abril Educação.
Ninguém cresceu tanto no segmento quanto a empresa brasileira, de 2010 a 2011: a alta foi de 50,7% na receita e de 61% no lucro (este entre 2009 e 2011).
Em receita, também tiveram desempenho positivo Pearson Education (4,35%), Santillana (12,15%), Wiley (2,59%) e Holtzbrinck EDU & Science (0,52%). Quatro companhias, contudo, registraram queda no faturamento em 2011: McGraw-Hill (-5,80%), Cengage (-6,99%), Houghton Mifflin Harcourt (-14,07%) e Cornelsen (-2,50%).
O levantamento da Rüdiger Wischenbart é realizado anualmente a pedido da Livres Hebdo, revista francesa especializada no mercado editorial, e é publicado em conjunto pela Buchreport, na Alemanha, The Bookseller, no Reino Unido, Publishers Weekly, nos Estados Unidos, e PublishNews, no Brasil. As informações das empresas são coletadas a partir de relatórios, documentos e consultas, e incluem os números referentes a vários tipos de publicação (livros, material digital e informação profissional, com exceção de jornais, revistas, serviços de notícias ou publicações corporativas). Receitas provenientes de atividades de varejo também não são incluídas no estudo.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta