Netos afirmam que Drummond não queria publicação de inéditos
Poemas estão na biblioteca de quase 15 mil volumes de Gilberto Mendonça Teles, amigo íntimo do poeta
Espalhada por todos os cantos de um pequeno apartamento em Copacabana, a biblioteca de 15 mil volumes de Gilberto Mendonça Teles, 81, se organiza em nichos. Num deles encontram-se os trabalhos ensaísticos desse poeta e crítico, como Drummond – A estilística da repetição, estudo clássico sobre o autor mineiro. Outro é dedicado à obra de Drummond em si, e lá se incluem Seleta em prosa e verso, (José Olympio, 1971) e Poesia completa (Nova Aguilar, 2002), ambos organizado por Teles. Em pastas, estão lembranças de uma amizade de quase 20 anos, cartas, bilhetes e dedicatórias de Drummond a Teles. É ali que estão as cópias do manuscrito de Lição de coisas feito por Drummond para Lygia Fernandes. A caneta vermelha, Teles escreveu “não”, para indicar que os herdeiros do autor não autorizaram a publicação dos dois poemas inéditos.
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