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Um monstro chamado romance

17 de agosto de 2012
2 min de leitura

Nada consegue superar esse gênero tradicional, que continua com grande apelo artístico e permite ainda o acréscimo de novos elementos

Espaço de encontro das mais variadas faixas de leitores, desde os especialistas até os atraídos pelas facilidades do best-seller, o romance é o gênero universal por excelência. Essa sua abrangência de recepção faz que ele se mantenha no centro do fenômeno literário, mas também determina a sua constante negação, que pode partir da alta crítica, desconfiada desse sucesso plebeu de público, e também dos próprios escritores, praticantes de gêneros que sofreram deslocamentos de prestígio.Esses dois grandes grupos se especializaram, ao longo do século XX, em sabotar o romance, propondo novos formatos para ocupar o seu lugar. Com as vanguardas dos anos 1910 e 1920, o romance sofreu uma invasão de outros procedimentos de escrita, deixando em segundo plano a sua função de narrar uma história numa linguagem e numa estrutura cotidianas, que é a sua grande marca. A radicalidade dessas posturas visava destruir a noção de romance herdada do século XIX. Para ocupar seu lugar, apareceriam outros conceitos: a narrativa, o texto, a ficção etc.

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