Relato da ditadura é relançado
Memórias do cárcere do professor Salinas é reeditado pela Cosac Naify
Nas linhas que o serviço secreto brasileiro traçou sobre Luiz Roberto Salinas Fortes (1937-87) durante a ditadura militar, o professor de filosofia da USP, tradutor e jornalista paulista seria um “subversivo que atuava em editoras de livros, jornais e revistas”. Salinas foi vítima do expurgo contra intelectuais nas universidades brasileiras no início dos anos 1970, auge da violenta repressão. Sobre sua experiência nos porões da ditadura, deixou um comovente relato, publicado um ano depois de sua morte. A recente reedição de Retrato calado (Cosac Naify, 136 pp., R$ 35) recupera esse personagem secundário da resistência contra o regime dos generais, mas de relevância reconhecida por nomes da intelectualidade brasileira, como a filósofa Marilena Chaui e o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa.
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