História da canção imortalizada por Billie Holiday chega ao Brasil
Strange fruit, clássica na luta contra o racismo, tem sua história destrinchada na obra de David Margolick
Nova York, 1939. Os garçons interrompem o atendimento, a clientela silencia e um breu retumbante toma a sala do Café Society, um bar construído no porão da Sheridan Square, no Greenwich Village. No escuro infinito, um ínfimo rasgo de luz focaliza o rosto de Billie Holiday. Um piano chama e “Strange fruit” brota. À época, o jornalista americano David Margolick preparava uma reportagem que foi publicada em setembro daquele ano pela revista “Vanity Fair”. Três anos depois, a matéria foi ampliada no livro Strange fruit — Billie Holiday e a biografia de uma canção, que chega agora às livrarias do país, pela Cosac Naify. Nele, o jornalista constrói, como deixa claro o título, a história de vida de uma única canção, desde o nascimento até a sua mort… — bem, “Strange fruit” recusa-se a morrer.
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