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Correia de Brito revive anos de chumbo

03 de setembro de 2012
1 min de leitura
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‘Estive Lá Fora’ guarda a marca da literatura psicológica de Correia de Brito, um clínico geral com formação em psicanálise

O Recife em que desembarcou Ronaldo Correia de Brito no final dos anos 1960, vindo do interior do Ceará para estudar medicina, era, no dizer do próprio escritor, “um universo sombrio”. A cidade que funcionara, até a instauração da ditadura, como uma espécie de laboratório da esquerda brasileira, enfrentava, após o golpe militar de 1964, uma repressão das mais violentas, com mortes e desaparecimentos. É nesse ambiente que se passa Estive lá fora (295 pp., R$ 44,90), novo romance do autor que acaba de sair pela Alfaguara, o primeiro depois de “Galileia”, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009.

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