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A literatura em trânsito de Paloma Vidal

24 de novembro de 2012
1 min de leitura

Em Mar azul, escritora nascida na Argentina mapeia suas referências

Diante de um livro de que se gosta muito, resta pouco a fazer. Retomá-lo aos olhos e trazer as palavras para perto das lentes dos óculos nem um pouco dispensáveis. Paloma Vidal abre seu segundo romance, Mar azul (Rocco, 176 pp., R$ 29,50), com 30 e poucas páginas de diálogos. O leitor acostuma-se lentamente às vozes que em vários momentos soam como uma só. As referências argentinas, atreladas ao nascimento e à ascendência da autora, que vive no Brasil desde os dois anos de idade, aparecem pouco a pouco, sem pressa, em apelidos ou numa marca de caderno. Quando surgem em cena os “Cuadernos de infancia”, livro de memórias de Norah Lange, a geografia está dada. Por pouco tempo. A virada narrativa é também o fim dramático e traumático da infância e o pulo para muitos anos depois.

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