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Voz do presente

26 de novembro de 2012
1 min de leitura

Um dos principais ficcionistas e ensaístas americanos tem livro de não ficção publicado no Brasil

Os romances mais recentes de dois dos autores americanos mais populares hoje, Jonathan Franzen e Jeffrey Eugenides, têm algo em comum. Tanto em Liberdade, de 2010, como em A trama do casamento, de 2011, aparecem personagens que críticos e leitores se apressaram em identificar como inspirados em outro escritor americano da mesma geração, David Foster Wallace, que cometeu suicídio em 2008, aos 46 anos. Mais relevante do que a eventual veracidade dessa inspiração (que Franzen e Eugenides negam) é a disposição coletiva de enxergar a presença de Wallace nesses livros. Disposição que sinaliza o interesse crescente pela obra do escritor, considerado em seu país um dos principais ficcionistas e ensaístas das últimas três décadas, mas ainda pouco conhecido no Brasil. Depois do suicídio, chegaram às livrarias um romance inacabado, The pale king, uma biografia sobre ele e uma recém-lançada coleção de ensaios, Both flesh and not.

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