Angélica Freitas desmonta clichês sobre o universo feminino
Poeta gaúcha fala sobre seu segundo livro, ‘um útero é do tamanho de um punho’, e sobre o romance gráfico ‘Guadalupe’, criado em parceria com o quadrinista Odyr
O segundo livro da poeta gaúcha de 39 anos tem o humor e o tom coloquial e narrativo que já chamavam atenção em sua estreia, Rilke shake (Cosac Naify, 2007). Mas representa uma novidade em sua obra, e no cenário da poesia brasileira contemporânea, pela forma incisiva e irreverente como fala da mulher. […] O interesse pelo tema também se mostra no romance gráfico Guadalupe (Companhia das Letras, 120 pp., R$ 32), que a escritora criou em parceria com o quadrinista gaúcho Odyr. Ambientada no México, em meio a mescal, cogumelos e mitologia asteca, a HQ tem um trio de figuras femininas pouco convencionais: Guadalupe, em crise de identidade às vésperas de completar 30 anos; sua avó, uma velhinha motoqueira de espírito livre; e seu tio, um travesti aposentado conhecido em seu tempo como Minerva Maravilha, que trocou os paetês por um trabalho mais pacato no sebo Minerva Livros.
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