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Como Beauman criou um sucesso improvável com a Persephone Books

03 de dezembro de 2012
2 min de leitura
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A ideia era publicar um punhado de livros perdidos ou esgotados a cada ano, em sua maioria romances escritos por mulheres no entreguerras

Quando fundou a Persephone Books para ressuscitar romances “esquecidos” e publicá-los em capas cinzas, que se tornaram marca registrada da editora, Nicola Beauman não fazia ideia do status cult que a editora conquistaria, nem que um de seus títulos viraria um filme de Hollywood. […] A ideia de Beauman foi publicar um punhado de livros “perdidos” ou esgotados a cada ano, em sua maioria romances escritos por mulheres no entreguerras, e vendê-los por mala postal (seu primeiro banco de dados consistia de uma lista de nomes de pessoas com quem tinha estudado). […] Enquanto grandes editoras esperam que fusões as salvem da Amazon –a fusão da Random House com a Penguin é a mais recente anunciada–, Beauman está trilhando um caminho diferente. Não é apenas o fato de ela ter encontrado um nicho: outros já o fizeram com sucesso, incluindo a Capuchin Classics e a Eland, especializada em livros de viagem. Não –o que a diferencia é a maneira como ela construiu um relacionamento com seus leitores, fazendo-os sentir que entraram para um clube. Seus livros podem ser comprados na Amazon e em livrarias (dez “clássicos” da Persephone, entre eles “Miss Pettigrew”, ganharam sobrecapas especiais em cores, para chamar mais a atenção). (Observer)

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