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O mercado de livros e a vinda dos estrangeiros

23 de dezembro de 2012
1 min de leitura

Talvez não seja no futuro e sim no presente que se escondam os paradoxos que vão determinar a forma como o novo modelo de negócios vai se firmar

A retrospectiva do mercado editorial brasileiro no ano de 2012 revela um dos períodos mais movimentados de sua história, repleto daquilo que os balanços empresariais chamam de “fatos relevantes”: entrada de “players” internacionais, transição da administração de perfil familiar para a gestão corporativa, “mega-sellers” que, sozinhos, faturam tanto quanto editoras respeitáveis, uma interminável dança das cadeiras num meio em que a estabilidade sempre foi moeda forte. […] Florescente e disputado, o mercado brasileiro ainda padece de fragilidades que podem pôr à prova a consolidação do novo modelo negócios no país. Entre elas, estão a estagnação (ou, conforme o cálculo, até mesmo queda) do varejo, a carência de números confiáveis, a superprodução e a dependência crescente das compras de governo.

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