Livro de pesquisadora inglesa analisa a importância das mulheres na música
Autora cita Supremes, Björk e as inevitáveis Madonna, Lady Gaga e Rihanna
Homens são páginas viradas em Women make noise (Aurora Metro Press, 320 pp., US$ 34,95). No livro de Julia Downes, recém-lançado no exterior, o papel principal está reservado às mulheres que fizeram e continuam fazendo barulho na música, das Supremes às integrantes do Pussy Riot. Uma verdadeira PhD no assunto (é doutora em estudos de gênero pela Universidade de Leeds e pesquisadora da Escola de Ciências Sociais da Durham University), a pesquisadora britânica descreve, com a ajuda de jornalistas, promotoras de shows, ativistas e outras escritoras convidadas, a dura evolução das girlbands (bandas exclusivamente femininas) num universo povoado por preconceito e intolerância por parte “deles”. O livro, que não tem previsão de lançamento no Brasil, traz entrevistas com artistas como Beth Ditto e Björk, além de grupos punk como The Slits e The Raincoats, cobrindo um período que vai dos anos 1920, ao som do country; passa pelos grupos vocais dos anos 1950 e 1960, com rock e soul; e desemboca no movimento queercore, surgido a partir dos anos 1980, que une artistas GLS ao som de hardcore e suas variações. No percurso, esbarra também em estrelas solitárias, como as inevitáveis Madonna, Lady Gaga e Rihanna.
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