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No Brasil, livro é produto de elite, diz entusiasta dos e-books

30 de janeiro de 2013
2 min de leitura

Campus Party proporciona discussão sobre futuro do mercado editorial e como o digital se adapta a isso

A Campus Party criou uma situação curiosa ao promover um debate sobre livros digitais no palco que leva o nome de Johannes Gutenberg. […] Assim como a invenção de Gutenberg, o livro digital leva informação a quem tem dificuldade de obtê-la. Com os e-books o consumidor não precisa esperar que a obra recém-lançada chegue à livraria mais próxima. Porque ele nem precisa da livraria. Este cenário, obviamente, incomoda livrarias, distribuidoras e transportadoras, que veem uma clara ameaça aos negócios. “Nenhum dos principais players do mercado ganha dinheiro com livro digital, pelo contrário, tem muita gente perdendo”, disse Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, em que 3% das vendas de livros já correspondem a obras em formato digital. […] Com o tablet você baixa o formato que quiser e pode comprar obras interativas, vídeos, jogos e outros tipos de aplicativos. “Para o brasileiro que lê dois livros por ano não faz sentido ter um leitor digital”, disse Carlo, do Publishnews. Mas um aparelho específico pode ajudar a prender o cliente por limitar os formatos de arquivo que podem ser lidos ali, criando um cenário parecido com o que instituiu o iTunes quando o MP3 foi popularizado.

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UOL
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