Slavoj Žižek: Meu verdadeiro amor é Hegel
Em novo livro, Žižek defende o retorno à obra do expoente do idealismo alemão e afirma que, agora, é preciso ir além de Marx
O filósofo esloveno Slavoj Žižek atende ao telefone no seu quarto de hotel, em Porto Alegre, e responde ao pedido de desculpas do repórter pelo atraso com uma piada. O bom humor continua o mesmo, mas se restringe apenas à entrevista. No seu novo livro, Menos que nada — Hegel e a sombra do materialismo dialético (Boitempo, 656 pp., R$ 79), Žižek deixa de lado as referências cinematográficas e as frases polêmicas que o tornaram famoso, em troca de maior rigor intelectual. O que torna o texto difícil para não iniciados. Naquela que ele considera sua maior obra, o filósofo retoma argumentos de outros livros e defende o retorno ao expoente do idealismo alemão. Em entrevista ao Globo, no dia da primeira de uma série de conferências dadas nas duas últimas semanas, ele defende Marx, mas confessa que seu “verdadeiro amor é Hegel”.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta