O ocaso das emoções na literatura?
O estudo repetiu uma metodologia utilizada em uma análise das emoções que aparecem em pequenos textos postados no Twitter
Os escritores já expressaram mais suas emoções. É o que diz um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Estocolmo, Bristol, Sheffield e Durham que demonstrou que palavras e expressões qualificadas como “emocionais” foram se tornando menos frequentes na prosa norte-americana e inglesa ao longo do século XX. Publicada hoje no site da revista acadêmica PlosOne, a pesquisa se valeu de uma ferramenta de busca que analisou mais de cinco milhões de livros digitalizados pelo Google para identificar a frequencia com que tais palavras apareciam nos textos. As palavras foram divididas entre aquelas que expressam medo, desgosto, raiva, alegria, tristeza e surpresa. […] A pesquisa mostrou que, em geral, todas as expressões que denotam emoções perderam espaço nas narrativas. Entretanto, aquelas que remetem ao medo voltaram a crescer a partir dos anos 70, o mesmo ocorreu com a alegria ao longo dos últimos 30 anos. Outro detalhe surpreendente é que, a partir da década de 60, o inglês escrito por escritores norte-americanos se tornou francamente mais “emocional” do que o britânico.
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