O eterno retorno da obra de Stefan Zweig
Alberto Dines organiza coleção do austríaco e lança nova edição de sua biografia do escritor que retratou figuras históricas e se encantou pelo Brasil
Um dos escritores mais lidos no mundo durante a primeira metade do século XX, Stefan Zweig foi um notório entusiasta do Brasil. Viveu aqui seus últimos dias e discorreu sobre as razões de sua admiração em Brasil, país do futuro, publicado em 1941. Passados quase 71 anos de seu suicídio — cometido ao lado da mulher, Lotte, na residência do casal, em Petrópolis — o autor, cuja obra acaba de cair em domínio público, terá três títulos relançados pela Zahar Editora. O primeiro deles, Maria Antonieta: retrato de uma mulher comum (504 pp., R$ 59,90 –Trad. Irene Aron), biografia da jovem rainha levada à guilhotina durante a Revolução Francesa, chega às livrarias nesta semana. Quem coordena a coleção é o jornalista Alberto Dines, um dos maiores estudiosos da vida e da obra de Zweig no mundo. Paralelamente, Dines publica uma nova edição de Morte no paraíso: a tragédia de Stefan Zweig (Rocco, 736 pp., R$ 69,50), biografia que dedicou ao escritor austríaco. As editoras Rocco e Zahar promoverão um lançamento conjunto para os dois livros, no próximo dia 17, na Livraria Cultura do Centro. A noite dedicada a Zweig terá ainda um debate com a presença de Dines e do escritor Affonso Romano de Sant’Anna.
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