Obra de Tennessee Williams será revista em nova biografia
Grupo paulistano Tapa retomou dramaturgo
Como bem recorda o prefácio de John Bak para sua biografia Tennessee Williams, A Literary Life, o dramaturgo norte-americano declarou repetidas vezes durante sua carreira: quem quisesse saber mais sobre sua vida deveria, antes, ler suas peças. Não é uma frase gratuita, principalmente porque muitas das histórias criadas por Williams surgiram de suas memórias, com traços autobiográficos – especialmente nos aspectos emocionais. Na entrevista que deu à revista “The Paris Review” em 1981, por exemplo, Williams relata que a criação de Blanche, a protagonista de “Um Bonde Chamado Desejo”, está intimamente ligada à figura de sua irmã mais velha, Rose, que foi diagnosticada como esquizofrênica e passou boa parte de sua vida internada em um manicômio. É sob esta ótica que o crítico de teatro da revista “The New Yorker”, John Lahr, concebe agora sua nova biografia, a mais esperada obra sobre Tennessee Williams dos últimos dez anos, a ser publicada nos EUA pela editora Norton no ano que vem. Tennessee Williams: Mad Pilgrimage of the Flesh começa na noite de estreia de “The Glass Menagerie” (1944), primeiro sucesso do autor, e vai até a sua morte.
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