Empresariado é essencial, diz secretário de plano de leitura
Para José Castilho Marques Neto, do Plano Nacional do Livro e da Leitura, é necessário que empresários se engajem na formação de leitores
Sobre a mesa de reunião, dois pincéis atômicos e largas folhas de papel pardo. “Para o organograma que tenho já na cabeça”, diz José Castilho Marques Neto, que reassume a Secretaria Executiva do Plano Nacional do Livro e da Leitura (PNLL) a convite da ministra da Cultura, Marta Suplicy. […] Não é simples criar dentro do governo um novo organismo, com cargos, estrutura e orçamento, como pondera Marques Neto. Depende do quanto se vão convencer as autoridades da urgência da causa. Estruturas criadas para a difusão do livro foram sucessivamente desmanteladas no país – o governo Collor extinguiu um então Instituto Nacional do Livro em 1990 e o governo Lula aboliu a substituta Secretaria Nacional do Livro em 2003. A descontinuidade marcou a experiência brasileira, o oposto do que ocorreu em países hoje desenvolvidos, como EUA e França, com seculares ações intensivas para formar leitores.
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