A escrita sem regras de Lydia Davis
Na Flip, Lydia falará sobre os dois lados de sua carreira
A posição de Lydia Davis como uma das principais contistas contemporâneas foi reforçada este ano, quando a escritora americana recebeu o prestigioso prêmio Man Booker International. Mas ela é reconhecida também por suas versões para o inglês de clássicos franceses, como “O caminho de Swann”, de Marcel Proust, e “Madame Bovary”, de Gustave Flaubert. Para Lydia, longe de ser apenas um ganha-pão, a atividade de tradutora está diretamente ligada à de escritora. Foi na época em que lidava com as longas e intrincadas frases de Proust, por exemplo, que desenvolveu, quase como resposta, uma de suas marcas de estilo: histórias muito curtas, muitas vezes compostas apenas de título e uma frase, como “Índice remissivo” (“Cristã, não sou”) ou “Assustada de repente” (“porque não conseguia escrever o nome do que ela era: uma me lhumer melhur ulher melhur muler”).
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