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Uma nova forma de expor quadrinhos: HQBR21 e por que o modelo atual não serve

23 de julho de 2013
2 min de leitura

Reflexões sobre exposições de HQs

Fui ver a HQBR21 e saí do Sesc Belenzinho com a certeza de que precisamos rever urgentemente o que entendemos por uma exposição de quadrinhos. A exposição, a rigor, não tem problemas. Segue o cânone do que se espera encontrar em um evento do tipo, é um trabalho bastante correto dos curadores Paulo Ramos, Alcimar Frazão e Juliana Santos. O tema é original, e merece não só uma visita, mas uma apreciação crítica dentro do cânone em que foi pensada (que não será feita aqui). Levando em consideração sua estrutura e montagem, não é muito diferente de outras boas mostras de quadrinhos que vi no Brasil e no mundo. O problema é que história quadrinhos não é isso que se vê na exposição. Nem na HQBR21 nem em outras, por sinal. História em quadrinhos é uma arte sequencial. A experiência das HQs acontece quando passamos de um requadro ao outro, e ao outro, e ao outro, do começo ao fim da narrativa. Expor páginas soltas é como exibir um filme com fotogramas pendurados na parede.

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