Presidente da Feira de Frankfurt nega racismo na seleção de escritores
Jürgen Boos rebate acusação de jornal alemão sobre suposto racismo na escolha de membros da comitiva de autores brasileiros para a Feira do Livro de Frankfurt
Em entrevista a representantes da imprensa estrangeira nesta sexta-feira (27/09) em Berlim, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Jürgen Boos, rejeitou a acusação de que teria havido racismo na seleção dos integrantes da comitiva oficial de autores brasileiros para o evento, que neste ano tem o Brasil como país convidado. Uma reportagem publicada mês passado pelo conceituado jornal alemão Süddeutsche Zeitung argumenta que, embora 70 escritores tenham sido convidados pelo comitê organizador da participação brasileira, haveria apenas um negro (Paulo Lins) e um descendente de índios (Daniel Munduruku). O artigo conclui que, por isso, o setor livreiro internacional só conhecerá em Frankfurt “um pedaço da grandiosa criatividade brasileira”, como alguém que “anda pela Floresta Amazônica ou por Salvador da Bahia com o som ambiente desligado”. “Temos esta mesma discussão todos os anos. Não tem nada a ver com o Brasil ou com minorias”, ressaltou Boos. “Quando é feita uma seleção, então é natural que alguns fiquem de fora”, observou o presidente. Ele reconheceu, entretanto, haver a possibilidade de se realizar uma seleção de acordo com proporcionalidade, como a que ocorreu em 2012, ano em que o país convidado era a Nova Zelândia.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
