Pesquisa aborda a atuação de editoras de oposição à ditadura
Foram identificadas 40 editoras de oposição no período
Se desde os anos 1960 filmes, discos e peças eram escrutinados pela censura, só em 1970 o Ministério da Justiça passou oficialmente a examinar livros, como relata Sandra Reimão em Repressão e resistência: censura a livros na ditadura militar (Edusp, 2011). O historiador e editor Flamarion Maués também investigou esse cenário e o resultado da sua pesquisa está no recém-lançado Livros contra a ditadura: editoras de oposição no Brasil, 1974-1984 (Publisher). Maués identificou 40 editoras de oposição no período, consideradas aí tanto as mais explícitas, com obras críticas à situação do país, como outras que ajudaram a colocar nas listas de mais vendidos, até o começo dos anos 1980, autores como Marx e Lênin. Apenas oito das editoras levantadas por Maués poderiam ser consideradas médias ou grandes (Alfa-Omega, Brasiliense, Civilização Brasileira, Codecri, Global, Paz e Terra, Vozes e Zahar)
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