Pesquisador do roubo nazista debate obra
Héctor Feliciano, jornalista que investiga arte expropriada sob Hitler, participou de encontro em São Paulo
Uma fotografia mostra o número dois do regime nazista, Hermann Göring, fumando um charuto enquanto observa obras de arte num depósito do museu Jeu de Paume, em Paris. Ao fundo, um militar abre um champanhe. “Essa imagem é uma verdadeira janela à psicologia do roubo nazista”, diz o jornalista porto-riquenho Héctor Feliciano, autor de O Museu Desaparecido – A Conspiração Nazista para Roubar as Obras-Primas da Arte Mundial, em debate com Cassiano Elek Machado. A obra em questão, lançada há pouco no Brasil pela WMF Martins Fontes, esmiúça a indústria de roubos de obras de arte durante o regime de Hitler na Alemanha. Segundo o levantamento de Feliciano, cerca de 100 mil pinturas, 500 mil móveis e 1 milhão de manuscritos foram roubados de colecionadores judeus durante a era nazista.
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