No reino de Shakespeare
Nos 450 anos do maior dramaturgo da história, a Folha visita os seus domínios
Não há nada de podre em Stratford-upon-Avon. No dia 23 de abril, aniversário de seu cidadão mais ilustre, William Shakespeare, as manchetes do jornal local comunicavam duas coisas: a queima de fogos que aconteceria à noite para comemorar os 450 anos do maior dramaturgo da história e uma ação da polícia contra motoqueiros antissociais. “Stratford é uma graça de cidade”, diz Barbara Heliodora, crítica teatral, tradutora e maior especialista na obra do dramaturgo no Brasil. A duas horas de trem (160 km) de Londres, a cidadezinha de 26 mil habitantes (estima-se que em 1564 eram 2 mil) pode ser descrita como uma ilha de Shakespeare cercada de Inglaterra por todos os lados. Dentro de dois anos, chegam os 400 da morte do autor, entre as duas datas, uma longa maratona de comemorações literário-teatrais pelo mundo.
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