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Nacionalista irrequieto

27 de abril de 2014
1 min de leitura

As desigualdades e perspectivas do país nas páginas de Monteiro Lobato

Obras que reúnem e debatem os contos de Monteiro Lobato revelam literatura de ficção para adultos com forte teor de crítica social. Pesquisadores rejeitam a acusação de racismo que foi imputada ao criador do Sítio do Pica-pau Amarelo e relativizam o papel do escritor do interior paulista na idealização da Petrobras. Nacionalista ferrenho, Lobato navega em várias áreas. Faz literatura infantil e adulta, escreve em jornais, edita livros, pesquisa novidades tecnológicas, deslancha a campanha pela exploração do petróleo, enfrenta o imperialismo. Suas angústias, descobertas e amarguras são destaque de seus escritos para o público adulto reunidos em Contos Completos (Biblioteca Azul, 660 pp., R$ 64,90). O volume lançado agora contém textos de quatro livros: Urupês (1918), Cidades mortas (1919), Negrinha (1920) e O macaco que se fez homem (1923).

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